Como organizar a agenda trabalhando sozinho
Agenda de quem trabalha por conta própria: uma rotina de 10 minutos por dia, a conta do deslocamento e o que fazer com o cliente que falta.
Quem trabalha sozinho não tem secretária, mas tem agenda cheia, cliente que remarca em cima da hora e um celular com trinta conversas abertas. Organizar a agenda, nesse caso, é ter um único lugar onde cada horário está anotado, com tempo de deslocamento e com confirmação do cliente. O resto é rotina.
Abaixo está o jeito mais simples que conhecemos de chegar lá, sem precisar de nenhuma ferramenta especial para começar.
Primeiro, um lugar só
O erro mais comum é a agenda espalhada: uma parte no caderno, outra no WhatsApp, outra na memória. Escolha um lugar e passe tudo para ele. Pode ser a agenda do próprio celular. O importante é que nada fique fora.
Para cada atendimento, anote sempre as mesmas coisas:
- horário de início e de fim;
- nome do cliente e o serviço;
- endereço, se você vai até ele;
- valor combinado;
- se o cliente já confirmou.
Parece muito, mas são cinco informações que você já tem na cabeça. Escrever tira esse peso dela.
O horário que ninguém anota: o deslocamento
Quem atende na casa do cliente costuma marcar um serviço colado no outro e esquecer o caminho entre eles. É aí que a agenda atrasa o dia inteiro.
Exemplo: 40 minutos de deslocamento × 3 trocas de endereço por dia × 22 dias = 44 horas por mês no trânsito
Quarenta e quatro horas é mais do que uma semana de trabalho. Esse tempo precisa estar na agenda, como um bloco de verdade, e precisa estar no seu preço. Uma regra que ajuda: agrupe os clientes por região. Segunda num bairro, terça em outro. Só isso já corta boa parte das trocas.
A rotina de 10 minutos
Organizar não é um trabalho que se faz uma vez. É uma rotina curta, todo dia, sempre no mesmo horário. Funciona bem no fim da tarde, quando o último serviço acabou:
- Confira o dia seguinte. Todos os horários têm endereço e valor?
- Confirme com os clientes de amanhã. Uma mensagem curta resolve: “Oi, Ana! Confirmando amanhã às 8h, instalação do chuveiro. Posso contar com você?”
- Olhe os buracos. Se sobrou horário livre, é a hora de oferecer para um cliente antigo ou para quem estava esperando vaga.
- Anote o que ficou pendente hoje: serviço que precisa de retorno, material que faltou, cobrança que não entrou.
Dez minutos por dia são cerca de 3 horas e meia por mês. Parece bastante até você comparar com as 44 horas do deslocamento ou com o prejuízo de uma falta.
O cliente que falta
Falta sem aviso é dinheiro que não volta. Você reservou o horário, às vezes se deslocou, e não recebeu.
Exemplo: 2 faltas por semana × serviço de R$ 80 × 4 semanas = R$ 640 por mês
Três coisas reduzem as faltas, nesta ordem de esforço:
- Confirmar na véspera, com a mensagem da rotina acima. É o que mais funciona e não custa nada.
- Combinar uma regra de remarcação e dizer antes: por exemplo, avisar com 12 horas de antecedência.
- Pedir um sinal em serviços longos ou caros. Quem pagou uma parte raramente esquece.
- Anotar quem falta. Cliente que faltou duas vezes passa a confirmar com mais antecedência, ou só com sinal.
Nada disso precisa ser grosseiro. Uma regra clara, dita com educação, protege o seu tempo e o dos clientes que chegam no horário.
Por onde começar hoje
Comece pelo mais simples: passe a semana que vem inteira para um lugar só, com endereço, valor e confirmação. Na sexta, olhe quanto tempo foi de deslocamento e quantos horários ficaram vazios. Esses dois números mostram onde está o seu ganho.
A agenda é uma das cinco partes que mais tomam tempo de quem trabalha por conta própria. Se emitir nota de serviço também está na lista, leia o que muda na nota de serviço em 1º de novembro. E para ver a nota do seu negócio em agenda, dinheiro, clientes e Google, faça o diagnóstico grátis.